“O ponto é a unidade de comunicação visual mais simples e irredutivelmente mínima. Qualquer ponto tem uma força visual grande de atracção sobre o olho. Diversos pontos conectados são capazes de dirigir a visão. Quanto mais próximos entre si, maior a capacidade de guiar o olho. Em grande quantidade e justapostos, criam a ilusão de tom ou cor.”
“O Pontilhismo é uma técnica de pintura, saída do movimento impressionista, em que pequenas manchas ou pontos de cor provocam, pela justaposição, uma mistura óptica nos olhos do observador (imagem).
Esta técnica baseia-se na lei das cores complementares, avanço científico impulsionado no século XIX, pelo químico Michel Chevreul. Trata-se de uma consequência extrema dos supostos ensinamentos dos impressionistas, segundo os quais as cores deviam ser justapostas e não entre mescladas, deixando à retina a tarefa de reconstruir o tom desejado pelo pintor, combinando as diversas impressões registadas. A técnica de utilização de ponto coloridos justapostos também pode ser considerada o culminar do desprezo dos impressionistas pela linha, uma vez que esta é somente uma abstracção do Homem para representar a natureza.
Quando as obras são vistas de longe, a certa distância, os pontos com os quais as pinturas são feitos, não se conseguem distinguir, em lugar disso, produz-se um efeito visual que nos leva a perceber outras cores. Isto significa que, com o mesmo conjunto de primárias, os pointilhistas podem gerar uma gama de cores diferentes quando comparados com artistas usando as cores tradicionais ou técnicas de mistura de cores.”
“ A evolução da linguagem escrita começou com as imagens (pictografia), passou à representação das unidades fonéticas (fonetismo) e finalmente ao alfabeto. Cada passo foi, sem dúvida, um avanço em direcção a uma comunicação mais eficiente. Mas o homem jamais se limitou aos desenhos simples do alfabeto. Pode-se afirmar que ele tem uma propensão à informação visual. Algumas das razões que a justificam são, principalmente, a proximidade com a experiência real e o carácter da informação. Não é preciso ser-se visualmente culto para emitir ou entender mensagens visuais. Estas capacidades são intrínsecas ao homem. “ “Como a comunicação moderna, ultra-rápida, nos levou aos últimos limites da linguagem, sentiu-se a necessidade de recuperar as formas visuais da comunicação, enfatizando os recursos visuais, que podem expressar funções e operações sem recorrer a letras ou palavras. E todo esse processo de comunicação através de imagens pertence ao amplo campo de actuação do design. “ “Os elementos visuais constituem a substância básica do que vemos e o seu número é reduzido sendo eles: o ponto, a linha, a forma, a direcção, o tom, a cor, a textura, a dimensão, a escala e o movimento. Por poucos que sejam, são a matéria-prima de toda informação visual em termos de opções e combinações.”
Capitão Romance Ornatos Violeta Não vou procurar quem espero Se o que eu quero é navegar Pelo tamanho das ondas Conto não voltar Parto rumo à primavera Que em meu fundo se escondeu Esqueço tudo do que eu sou capaz Hoje o mar sou eu
Esperam-me ondas que persistem Nunca param de bater Esperam-me homens que desistem Antes de morrer Por querer mais do que a vida Sou a sombra do que eu sou E ao fim não toquei em nada Do que em mim tocou
Eu vi Mas não agarrei
Parto rumo à maravilha Rumo à dor que houver p'ra vir Se eu encontrar uma ilha Paro p'ra sentir E dar sentido à viagem P'ra sentir que eu sou capaz Se o meu peito diz coragem Volto a partir em paz